O prólogo
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Em meio a uma forte chuva chega um forasteiro encapuzado na Taverna do Tofu caolho.
Parte I
Após algumas horas de descanso o Sram andarilho se levanta revigorado. Não costuma dormir muito, tem que estar sempre vigilante. O forasteiro então toma a escadaria da pousada que leva até a taverna. - Há! Ainda todos aqui a essa hora da madrugada. - Todos voltam seus olhares para a escadaria. A dona da hospedaria também estava presente agora. - Bom como havia dito vou lhes contar uma história. Mas me traga um energético, minha história é longa, acomodem-se e prestem bastante atenção. - Um gole cheio de vontade no energético. - Engana-se aquele que pensa que apenas os Srams tem acapacidade de se entregar totalmente as sombras!
Vou contar a vocês a história de uma Eniripsa cruel que encontreiem minha jornada. Mas é preciso começar do inicio, muito antes dos nossos caminhos se cruzarem.
A muitos anos atrás, antes dessa loucura Dofusiana, em uma clareira em algum lugar na floresta de Amakna havia um pequeno vilarejo de eniripsas, mais parecia um acampamento se me permitem dizer. As eniripsas desse deste lugar, viviam em completa harmonia com todas asforças da natureza, e afastadas das grandes cidades, cumpriam rigorosamente com todas as tradições, hoje esquecidas pelos grandes aventureiros. Devido a isso, a Deusa Eniripsa concedia a esses seres poderes incríveis! Acredite em mim, eram as eniripsas desse vilarejo que pintavam o céu ao amanhecer e ao por do Sol! Aaaa, aquelas cores eram revigorantes, a muito tempo não tenho uma sensação de paz como a que sentia ao olhar o dia chegando. Mas havia um grande perigo. Muitos desbravadores adoravam escravizar eniripsas, afinal, quem não gostaria de ter sempre como restaurar suas energias rapidamente? Só havia um problema nisso tudo, fora é claro as eniripsas serem capturadas e levadas a força; longe da floresta, e ainda porcima sofrendo com os maus tratos, não preciso dizer o fim que elas levavam.
Não pense assim que era fácil pegar um eniripsa, eles conseguiam se esconder em cada local na floresta que ninguém era capaz de procurar, fora ainda que.... hã - riso irôco - eles voam! Mas cada vez mais as coisas iam se dificultando. Cresciam os grupos de aventureiros, e organizados, com planos muito bem bolados, um eniripsa sozinho era um alvo fácil de ser capturado.
Os cidadãos daquele vilarejo se uniram e rogaram por proteção a Deusa Eniripsa, mas quando o sacerdote anunciou que a deusa havia perguntado, 'como eles queriam ser protegidos?', nenhum deles sabia dizer. Eu sei oque você está pensando. Mas um eniripsa jamais pediria a sua deusa que destruísse todo o aventureiro que adentrasse em sua floresta com más intenções. Esse dilema se repetiu ao menos mais 3 vezes dentro dos dois anos que se passaram.
Foi então que um eniripsa teve uma idéia – Um guardião! –Gritou bem do meio do vilarejo no momento em que o sacerdote repetia a pergunta de costume feita pela deusa.
- Ou melhor, uma guardiã! Deixem que pensem que ela é ingênua, mas nos dê a eniripsa mais poderosa que já houveste pensado em criar. Uma guerreira!
Uma ventania passou por alguns segundos e quando acabou, o sacerdote voou em direção ao eniripsa olhando diretamente nos olhos dele. O fitou de baixo para cima, e o analizou por completo.– Todos estão de acordo? – A vila se calou em consentimento. – O sacerdote novamente olha nos olhos do eniripsa, dessa vez olhar do sacerdote pesava, estava sério. – Então você seráresponsável por ela Nido! Ela será o que você fizer dela. – Falou apontando para o eniripsa, calou-se por alguns instantes, virou-se bruscamente – Não quero ter responsabilidades sobre esta decisão tomada por vocês! – estava claro que era a própria deusa Eniripsa falando através do sacerdote. Quando então o sacerdote, ou melhor dizendo, a deusa ainda sem tocar os pés do sacerdote ao chão, voava lentamente de volta para o altar. – Não se arrependam nunca! Essa foi a decisão de vocês. – Palavras ditas em tom de despedida.
- Quando vai nos trazer a guerreira?!?! – Alguém grita em meio à 'pequena multidão’.
A deusa para sobre o altar, vira-se para o povo e diz – já estáfeito. – Novamente uma ventania, o sacerdote fecha os olhos e calmamente vai descendo até encostar seus pés no chão. Ao abrir os olhos, sua expressão era um misto de alegria e espanto. –Nido! Sua esposa! Ela........ Ela..........
............está grávida.
Parte II
Nido deu a pequena fêmea que nasceu o nome de Lusion. Era linda! Uns poucos cabelos brancos, a pele bem clarinha, seu olhos pareciam dois rubis transbordando serenidade, e o sorriso, não havia explicação para a sensação que a aquele lindo sorrisinho dava, mas... ela não tinha asas. Como pode uma eniripsa nascer sem suas asas? Eu me pergunto. A deusa teria mudado de idéia? Arrisco-me a dizer, na verdade, que Eniripsa havia fechado os olhos para aquele povo. Mas eles só aceitariam isso anos mais tarde.
A.. Um fato interessante, naquele mesmo ano foi descoberto que mesmo depois de frios e sem vida, os corpos dos eniripsas ainda armazenavam uma grande quantidade de Mana.
Ora meu caro! Mana são as energias da natureza. É de onde os deuses tiram poder para nos dar. Ou vocês acham mesmo que os deuses nos dariam os seus poderes? HÁ! Tolos. Não me interrompam outra vez está bem?!?
Mas como eu ia dizendo. O valor de um eniripsa no mercado negro havia crescido muito, e eles ainda podiam ser vendidos mesmo depois de mortos. Tudo graças a um alquimista da época que agora não me recordo o nome. Ele teve a idéia de moer as asas ressecadas das eniripsas mortas; o resultado final? Era um pó com propriedades curativas. Exato! O pó de eniripsa, mas muito mais concentrado do que temos hoje, era puro. E pelo sombrio Sram! Eles retiravam todo o sangue dos corpos dos eniripsas mortos para servir de ungüento.
Essa “valorização”, digamos assim, dos eniripsas, fez com que as expedições de captura dobrassem aquele ano. O que fez com que os eniripsas daquele vilarejo se defendessem por conta própria da melhor maneira que sabiam fazer..... se escondendo. Eles mudaram a localização do vilarejo ao menos umas 5 vezes nos dez anos seguintes.
O primeiro lugar para onde eles mudaram foi para a copa de umas arvores. Uns Olmos que eu suspeito terem sido defendidos por ordem do próprio Sadida por uns 3 anos. Isso mesmo, acho que Sadida estava sentindo compaixão pelas pobres eniripsas. Pois durante 3 anos, o esconderijo delas era de fato secreto, e portanto, seguro.
Nos primeiros dois anos nas arvores, Nido, sua esposa Kerana, e toda a comunidade, puderam observar que Lusion se desenvolvia muito mais rápido que uma eniripsa normal, ela já falava e andava sem problema algum, aparentava ter uns 4 aninhos. Ela andava muito com Kerana pelo acampamento suspenso. E todos os dias, após os primeiros raios de Sol, naquele tamanho Lusion já começava a aprender os nomes das plantas e pra que serviam.
– Lusi é muito importante conhecer bem a natureza, principalmente as pantas. Da natureza tiramos tudo que temos, e das plantas e seus frutos podemos fazer muitas coisas, podemos nos alimentar, podemos fazer remédios, poções e até mesmo veneno. – Isso era dito por Kerana todos os dias antes do início de suas aulas diárias sobre a flora.
Nesse dia em especial um grupo de eniripsas, que sempre saia para buscar recursos, trouxe algo a mais. Um filhotinho de mililobo que havia sido abandonado pela sua matilha por ter uma das patas atrofiadas. Ele estava magricelo, pois ainda era muito novinho para conseguir alimento. Não é preciso ser um gênio para saber o que aconteceu quando Lusion avistou o pequenino. – Posso ficar com ele! – Aqueles olhos arregalados e aquele sorriso, Kerana não poderia dizer outra coisa.- É claro que pode, mas tem que cuidar muito bem dele, e lembre-se quando ele crescer e quiser ir embora deve deixar.
Quando o eniripsa entregou o filhote nos braços de Lusion, eles começaram a brilhar e quando a luz parou o pequeno mililobo, que mais parecia um gravetinho revestido de pelo de tão mago, estava com a pata normal. Era a primeira demonstração de poder da futura guerreira. Isso foi para renovar as esperanças dos eniripsas, mesmo sem asas ela tinha poderes.
Ao anoitecer Nido por sua vez, como de costume, levava Lusion para ver o por do sol no ponto mais alto do acampamento, nesse meio tempo ele falava da importância do poder de cura das eniripsas, do equilíbrio do mundo e até mesmo colocava a pequena criança para meditar. – Escute a natureza Lusion. Tudo o que você precisa está a sua volta, a Deusa Eniripsa nos concede poderes vindos da natureza, mas nos tornamos poderosos quando escutamos tudo a nossa volta e entendemos como o equilíbrio funciona. – Era outra das lições mais ouvidas pela pequena eniripsa.
Em um anoitecer, enquanto eniripsas pintavam o céu. – É mesmo lindo não é papai? – Lusion tinha um brilho nos olhos fácil de entender aquela noite, era seu aniversário de 3 anos. Geralmente ela não falava muito, mas aquela noite, estava realmente incrível! As cores se misturavam no céu, começava num laranja que se misturava com um vinho parecido com geléia de morango, prontamente seguido por um lilás bem escuro quase azul sendo por fim apagado pelo negro da quela noite de lua nova. Mas Nido não pensava nisso. A muito tempo Nido não parava pra olhar a beleza das coisas, estava preocupado. Até quando eles ficariam seguros? Até quando precisariam ficar escondidos? Depois de alguns segundos de silêncio Nido se põe sobre um joelho como se fosse se declarar; coloca uma das mãos sobre o ombro da pequena garotinha e diz algo que teria doido até em meu coração sem vida. – Lusion, sei que você é muito pequena para entender por que é diferente, mas já conversamos sobre isso. Não somos seus pais, você sabe que você é uma criação direta da própria Deusa Eniripsa, sou apenas, seu tutor neste mundo. – Então com lágrimas nos olhos apertando em seus braços seu mais novo amigo, a pequena garota, que fazia apenas 3 anos naquela noite, inclinou a cabeça para baixo e respondeu com a serenidade de um sábio Treechnid Ancestral, aquelas palavras soaram como um sino que anuncia um funeral.
– Me desculpe Nido, eu...... eu consigo entender.
Nido deu a pequena fêmea que nasceu o nome de Lusion. Era linda! Uns poucos cabelos brancos, a pele bem clarinha, seu olhos pareciam dois rubis transbordando serenidade, e o sorriso, não havia explicação para a sensação que a aquele lindo sorrisinho dava, mas... ela não tinha asas. Como pode uma eniripsa nascer sem suas asas? Eu me pergunto. A deusa teria mudado de idéia? Arrisco-me a dizer, na verdade, que Eniripsa havia fechado os olhos para aquele povo. Mas eles só aceitariam isso anos mais tarde.
A.. Um fato interessante, naquele mesmo ano foi descoberto que mesmo depois de frios e sem vida, os corpos dos eniripsas ainda armazenavam uma grande quantidade de Mana.
Ora meu caro! Mana são as energias da natureza. É de onde os deuses tiram poder para nos dar. Ou vocês acham mesmo que os deuses nos dariam os seus poderes? HÁ! Tolos. Não me interrompam outra vez está bem?!?
Mas como eu ia dizendo. O valor de um eniripsa no mercado negro havia crescido muito, e eles ainda podiam ser vendidos mesmo depois de mortos. Tudo graças a um alquimista da época que agora não me recordo o nome. Ele teve a idéia de moer as asas ressecadas das eniripsas mortas; o resultado final? Era um pó com propriedades curativas. Exato! O pó de eniripsa, mas muito mais concentrado do que temos hoje, era puro. E pelo sombrio Sram! Eles retiravam todo o sangue dos corpos dos eniripsas mortos para servir de ungüento.
Essa “valorização”, digamos assim, dos eniripsas, fez com que as expedições de captura dobrassem aquele ano. O que fez com que os eniripsas daquele vilarejo se defendessem por conta própria da melhor maneira que sabiam fazer..... se escondendo. Eles mudaram a localização do vilarejo ao menos umas 5 vezes nos dez anos seguintes.
O primeiro lugar para onde eles mudaram foi para a copa de umas arvores. Uns Olmos que eu suspeito terem sido defendidos por ordem do próprio Sadida por uns 3 anos. Isso mesmo, acho que Sadida estava sentindo compaixão pelas pobres eniripsas. Pois durante 3 anos, o esconderijo delas era de fato secreto, e portanto, seguro.
Nos primeiros dois anos nas arvores, Nido, sua esposa Kerana, e toda a comunidade, puderam observar que Lusion se desenvolvia muito mais rápido que uma eniripsa normal, ela já falava e andava sem problema algum, aparentava ter uns 4 aninhos. Ela andava muito com Kerana pelo acampamento suspenso. E todos os dias, após os primeiros raios de Sol, naquele tamanho Lusion já começava a aprender os nomes das plantas e pra que serviam.
– Lusi é muito importante conhecer bem a natureza, principalmente as pantas. Da natureza tiramos tudo que temos, e das plantas e seus frutos podemos fazer muitas coisas, podemos nos alimentar, podemos fazer remédios, poções e até mesmo veneno. – Isso era dito por Kerana todos os dias antes do início de suas aulas diárias sobre a flora.
Nesse dia em especial um grupo de eniripsas, que sempre saia para buscar recursos, trouxe algo a mais. Um filhotinho de mililobo que havia sido abandonado pela sua matilha por ter uma das patas atrofiadas. Ele estava magricelo, pois ainda era muito novinho para conseguir alimento. Não é preciso ser um gênio para saber o que aconteceu quando Lusion avistou o pequenino. – Posso ficar com ele! – Aqueles olhos arregalados e aquele sorriso, Kerana não poderia dizer outra coisa.- É claro que pode, mas tem que cuidar muito bem dele, e lembre-se quando ele crescer e quiser ir embora deve deixar.
Quando o eniripsa entregou o filhote nos braços de Lusion, eles começaram a brilhar e quando a luz parou o pequeno mililobo, que mais parecia um gravetinho revestido de pelo de tão mago, estava com a pata normal. Era a primeira demonstração de poder da futura guerreira. Isso foi para renovar as esperanças dos eniripsas, mesmo sem asas ela tinha poderes.
Ao anoitecer Nido por sua vez, como de costume, levava Lusion para ver o por do sol no ponto mais alto do acampamento, nesse meio tempo ele falava da importância do poder de cura das eniripsas, do equilíbrio do mundo e até mesmo colocava a pequena criança para meditar. – Escute a natureza Lusion. Tudo o que você precisa está a sua volta, a Deusa Eniripsa nos concede poderes vindos da natureza, mas nos tornamos poderosos quando escutamos tudo a nossa volta e entendemos como o equilíbrio funciona. – Era outra das lições mais ouvidas pela pequena eniripsa.
Em um anoitecer, enquanto eniripsas pintavam o céu. – É mesmo lindo não é papai? – Lusion tinha um brilho nos olhos fácil de entender aquela noite, era seu aniversário de 3 anos. Geralmente ela não falava muito, mas aquela noite, estava realmente incrível! As cores se misturavam no céu, começava num laranja que se misturava com um vinho parecido com geléia de morango, prontamente seguido por um lilás bem escuro quase azul sendo por fim apagado pelo negro da quela noite de lua nova. Mas Nido não pensava nisso. A muito tempo Nido não parava pra olhar a beleza das coisas, estava preocupado. Até quando eles ficariam seguros? Até quando precisariam ficar escondidos? Depois de alguns segundos de silêncio Nido se põe sobre um joelho como se fosse se declarar; coloca uma das mãos sobre o ombro da pequena garotinha e diz algo que teria doido até em meu coração sem vida. – Lusion, sei que você é muito pequena para entender por que é diferente, mas já conversamos sobre isso. Não somos seus pais, você sabe que você é uma criação direta da própria Deusa Eniripsa, sou apenas, seu tutor neste mundo. – Então com lágrimas nos olhos apertando em seus braços seu mais novo amigo, a pequena garota, que fazia apenas 3 anos naquela noite, inclinou a cabeça para baixo e respondeu com a serenidade de um sábio Treechnid Ancestral, aquelas palavras soaram como um sino que anuncia um funeral.
– Me desculpe Nido, eu...... eu consigo entender.
Parte III
Havia se passado apenas um mês desde o 3º aniversario de Lusion quando, depois de alguns anos de sossego, os eniripsas foram descobertos.
Foi numa tarde quando os eniripsas de costume saiam atrás de recursos. Do grupo de dez, apenas quatro voltaram, e um deles estava sendo carregado por outros dois. Eles chegaram gritando “ FOMOS DESCOBERTOS!” e o desespero tomou conta daquela gente. Só havia uma solução, pegar o que fosse possível e fugir novamente. Depois eles voltariam para ver se algo tinha sobrado.
Enquanto Kerana e Nido colocavam o que podiam em uma sacola de aventureiro, sorrateiramente Lusion se esgueirou até a beirada mais próxima da plataforma de tabuas de freixo que sustentava o acampamento suspenso. Como qualquer criança normal, ela era curiosa e queria olhar o que estava acontecendo lá em baixo e é claro que estava sendo seguida pelo seu filhote de mililobo, que já estava parecendo mais um auau. Lusion via uns homens e umas grandes gaiolas, muitas grandes gaiolas. Duas das gaiolas continham 3 eniripsas cada uma. Foi então que Lusion entendeu, eles estavam lá para levá-los embora, parecia com os pesadelos que ela tinha em algumas noites.
Foi quando Nido e Kerana se deram conta de que Lusion não estava por perto que aconteceu. Era estrondoso e imponente. O som da explosão fez com que todos os gritos de pânico calassem e dessem lugar a um único som: o rangido de uma árvore que acaba de ter suas raízes dilaceradas caindo. Parecia que as eniripsas tinham parado parar respeitar o som, aquele som feito pela árvore em queda era como um grito alto de tristeza daqueles que antecede a um choro initerrupto soltado pelo próprio Sadida.
Foi uma questão de segundos, o intervalo entre a primeira explosão e o início de uma sequência de detonações, foi menor do que o tempo que o Olmo levou para se por ao chão. Rápido também foi o que vou descrever agora, durou apenas uns poucos segundos, mas para Lusion, deve passado como se cada detalhe durasse um dia inteiro.
Lusion sentia os tremores a cada explosão, cada um mais forte que o outro, mas nenhum tão forte quanto o que iria derrubar a árvore em que ela estava, o som já não eram de várias explosões, mas de uma única e grande explosão. Os olhos que brilhavam de curiosidade agora estavam arregalados e opacos de medo, a pequena que estava deitada na beirada da plataforma, se punha de pé e via as árvores ao redor caindo uma por uma, sabia que ..... UM SOLAVANCO! Lusion cai junto com seu pequeno amigo, o filhote de mililobo.
– LUSION! – Um grito de desespero, seguido por um mergulho no que mais parecia um abismo de fogo. Essa era a única reação que Nido poderia ter naquele momento. Mas não teve, Nido gritava desesperadamente o nome de Lusion, mas sem direção, ele não sabia aonde estava a pequena.
E em meio a queda livre, abraçada com seu pequeno amigo, próxima ao fogo gerado pela explosão, Lusi sente um outro solavanco, mas este ao contrário do anterior vinha salvar sua vida, foi como o abrir de um para quedas! Quem poderia imaginar?! Asas! Foi uma cena e tanto! Lusion se encolheu como se fosse pegar impulso, e foi o que fez, se esticou batendo as asas, ela subiu tão rápido quanto uma eniripsa com milhares de horas de voo, deixando para trás apenas um rastro de fagulhas que se desprendiam do fogo querendo imitar pequenos Moskitos fluorecentes.
Quando Nido bateu os olhos na pequena, não pode nem comemorar; o sentimento de desespero era maior que tudo. Kerana passa voando por ele que estava paralisado e grita para acordá-lo do transe – VAMOS NIDO! – Nido então voa na direção de Lusion puxando ela pelo braço. - Hora de voar garota, vamos! – Ele esperava dizer essas palavras um dia, mas não sob as circunstancias nas quais foram ditas.
Naquele anoitecer tudo o que se podia ver no céu da floresta de ankama não eram belas cores, mas sim uma nuvem de eniripsas voando para se salvar. Lusion varias vezes olhou para trás, e a imagem que viu ficou na mente dela como uma pintura emoldurada e pendurada na sala de visitas. Um pequeno foco de incêndio em meio a uma verde floresta e uma leve chuva que estava começando a cair.
PARTE IV
Escuro e úmido. Sim, essas duas palavras certamente resumem aquele lugar. Havia se passado um ano do incidente na floresta de ankama, aquele pequeno foco de incêndio havia tomado metade da floresta deixando-a negra. As eniripsas a princípio não encontraram um lugar muito seguro para se esconder, mas uns seis meses depois, fizeram de uma caverna seu novo lar. Uma caverna como eu disse, escura e úmida.
Já não era mais sempre que as eniripsas pintavam o céu separando a noite do dia. Parecia até que ankama estava mais triste.
Após um ano e meio na caverna, Lusion já aparentava uns oito ou nove anos e seu companheiro, aquele pequeno filhote de Mililobo, já não parecia mais um pequeno Au Au de pelúcia; estava semelhante a um Lupis Albino em relação ao tamanho, mas sua postura se assemelhava um pouco a dos eniripsas, parecia até que queria imita-los. Ele já andava apenas sobre duas patas, porém um pouco curvado. Ah! E a sua cor, era um cinza bem escuro com uns fios amarelados. Parecia um pano sujo de cinzas e encardido!
Lusion ainda se sentia muito diferente, e agora, ainda havia mais um fator para ajudar sua exclusão. Suas asas. Certo, certo, antes ela era diferente por que não tinha asas, mas agora que ela tinha asas, os eniripsas achavam ela ainda mais estranha. Suas asas não eram comuns. Lembravam muito as asas de um eniripsa macho, mas eram grandes, enormes em proporção aquela criança. E ainda por cima, apenas apareciam quando a pequena queria.
Como podem imaginar o único amigo que Lusion tinha era o noviço mililobo, que apropósito havia recebido o nome de Kerbos. Era uma amizade inigualável. Eles eram inseparáveis, Lusion sentia que Kerbos era o único ser em todo mundo dos 12 que era capaz compreender sua solidão.
Um dia, pouco antes do Sol nascer, Nido pede para que Lusion se levante.
-Vamos Lusion. Já é hora de começar seu real treinamento. Mesmo sendo jovem, já tem o corpo forte o suficiente para começar a aprender.
Lusion se levanta e estica o corpo como se quisesse alcançar o teto da caverna, esfregando os olhos tentando tirar o peso do sono de suas pálpebras pergunta. -Aprender? Sobre as plantas? Mas o Sol ainda nem apareceu! E quem sempre faz isso é a Kerana. Aconteceu alguma coisa com ela?- Aquelas frases saiam arrastadas e pareciam puchar Lusion de volta para o ninho em que dormia.
-Levante-se já disse! Eu disse que a partir de hoje você começa a treinar. Já sabe quase tudo sobre a flora, e consegue uma harmonia quase perfeita com a natureza. Levante-se e venha comigo. – Nido segue em direção a saída da caverna, quando Lusion consegue espantar totalmente o sono Nido é apenas uma silhueta em meio a uma luz tremula de uma vela. Ela acorda Kerbos que se estica ainda no chão e boceja e logo em seguida os dois vão atrás de Nido seguindo a luz da chama até a saída da caverna. Nido então pede para que eles o sigam. Os três andaram quase até o dia amanhecer, e quando chegaram em uma pequena clareira Nido então começou com o que parecia ser o discurso de sempre. – Como já lhe disse várias vezes Lusion, você é uma criação da própria Deusa Eniripsa, mas acho que nunca lhe contei por que ela nos deu você. Como você sabe, muitos aventureiros perseguem o nosso povo a anos, e nossa única defesa é se esconder. Mas você foi enviada para ser a nossa salvação. Uma de nós, mas com poderes muito elevados. Você Lusion, é a eniripsa mais poderosa que já existiu, e é meu dever torna-la apta para utilizar seus poderes em defesa do nosso povo.
Lusion fica um pouco assustada – Eu vou ter que lutar Nido? Não quero lutar! – A menina assume uma postura como se fosse se virar de uma vez e sair correndo floresta a dentro, é quando então, Nido calmamente fala. - Esse é o seu propósito Lusi. Sempre se sentiu diferente, mas é por que na verdade você é especial. Você será nossa heroína! E ninguém mais vai olhar você como se fosse diferente, mas sim, com gratidão. - Era aprimeira vez que ele à chamava de Lusi.
Nido pouco sabia sobre a arte da luta, mas um corajoso eniripsa do vilarejo, cheio de esperanças na pequena salvação, havia saído da floresta logo depois do incêndio em busca de um guerreiro de coração puro, que pudesse ajudar no treinamento da pequena Lusion. E naquele dia havia regressado. Os primeiros raios de luz, tinham uma cor lilás e pareciam abraçar suavemente dois homens que saiam do meio da floresta. Um jovem eniripsa moreno, cabelos escuros, usava uma calça verde e uma faixa amarrada na cintura também verde com detalhes dourados, talvez para combinar com seus olhos que Lusion algum tempo depois, revelou achar muito amigáveis; e junto com ele um pandawa trajando uma calça marrom e uma túnica vermelha, tinha uma longa barba e estava com uma cara muito ruim por sinal, mas era apenas a ressaca.
Nido se aproxima dos dois e toca o ombro do eniripsa. – Lusion este é Kaleo, ele era do grupo que buscava recursos, e se ofereceu para buscar alguém que pudesse treina-la, ele é muito corajoso e um exímio escapista. E este – tocando o ombro do pandawa – deve ser seu novo professor. Estou certo?
O pandawa caminha em direção a Lusion e com o queixo levemente levantado – Então você é a guerreira? RÁ! Piada! – se encurva um pouco com as mãos no joelho como se quisesse debochar da altura de Lusion – Já esmaguei aracnes maiores do que você mocinha. – se pões de pé novamente - Mas nunca corri de um desafio e tornar você uma guerreira é o meu mais novo desafio. Na verdade, nosso. Dentro de mais ou menos um ano meu companheiro de jornada chegará pra me ajudar. Juntos somos quase invencíveis, e se for uma boa aprendiz também será. Meu nome é Iem Iap, mas para você me chamo Mestre Iem.
Escuro e úmido. Sim, essas duas palavras certamente resumem aquele lugar. Havia se passado um ano do incidente na floresta de ankama, aquele pequeno foco de incêndio havia tomado metade da floresta deixando-a negra. As eniripsas a princípio não encontraram um lugar muito seguro para se esconder, mas uns seis meses depois, fizeram de uma caverna seu novo lar. Uma caverna como eu disse, escura e úmida.
Já não era mais sempre que as eniripsas pintavam o céu separando a noite do dia. Parecia até que ankama estava mais triste.
Após um ano e meio na caverna, Lusion já aparentava uns oito ou nove anos e seu companheiro, aquele pequeno filhote de Mililobo, já não parecia mais um pequeno Au Au de pelúcia; estava semelhante a um Lupis Albino em relação ao tamanho, mas sua postura se assemelhava um pouco a dos eniripsas, parecia até que queria imita-los. Ele já andava apenas sobre duas patas, porém um pouco curvado. Ah! E a sua cor, era um cinza bem escuro com uns fios amarelados. Parecia um pano sujo de cinzas e encardido!
Lusion ainda se sentia muito diferente, e agora, ainda havia mais um fator para ajudar sua exclusão. Suas asas. Certo, certo, antes ela era diferente por que não tinha asas, mas agora que ela tinha asas, os eniripsas achavam ela ainda mais estranha. Suas asas não eram comuns. Lembravam muito as asas de um eniripsa macho, mas eram grandes, enormes em proporção aquela criança. E ainda por cima, apenas apareciam quando a pequena queria.
Como podem imaginar o único amigo que Lusion tinha era o noviço mililobo, que apropósito havia recebido o nome de Kerbos. Era uma amizade inigualável. Eles eram inseparáveis, Lusion sentia que Kerbos era o único ser em todo mundo dos 12 que era capaz compreender sua solidão.
Um dia, pouco antes do Sol nascer, Nido pede para que Lusion se levante.
-Vamos Lusion. Já é hora de começar seu real treinamento. Mesmo sendo jovem, já tem o corpo forte o suficiente para começar a aprender.
Lusion se levanta e estica o corpo como se quisesse alcançar o teto da caverna, esfregando os olhos tentando tirar o peso do sono de suas pálpebras pergunta. -Aprender? Sobre as plantas? Mas o Sol ainda nem apareceu! E quem sempre faz isso é a Kerana. Aconteceu alguma coisa com ela?- Aquelas frases saiam arrastadas e pareciam puchar Lusion de volta para o ninho em que dormia.
-Levante-se já disse! Eu disse que a partir de hoje você começa a treinar. Já sabe quase tudo sobre a flora, e consegue uma harmonia quase perfeita com a natureza. Levante-se e venha comigo. – Nido segue em direção a saída da caverna, quando Lusion consegue espantar totalmente o sono Nido é apenas uma silhueta em meio a uma luz tremula de uma vela. Ela acorda Kerbos que se estica ainda no chão e boceja e logo em seguida os dois vão atrás de Nido seguindo a luz da chama até a saída da caverna. Nido então pede para que eles o sigam. Os três andaram quase até o dia amanhecer, e quando chegaram em uma pequena clareira Nido então começou com o que parecia ser o discurso de sempre. – Como já lhe disse várias vezes Lusion, você é uma criação da própria Deusa Eniripsa, mas acho que nunca lhe contei por que ela nos deu você. Como você sabe, muitos aventureiros perseguem o nosso povo a anos, e nossa única defesa é se esconder. Mas você foi enviada para ser a nossa salvação. Uma de nós, mas com poderes muito elevados. Você Lusion, é a eniripsa mais poderosa que já existiu, e é meu dever torna-la apta para utilizar seus poderes em defesa do nosso povo.
Lusion fica um pouco assustada – Eu vou ter que lutar Nido? Não quero lutar! – A menina assume uma postura como se fosse se virar de uma vez e sair correndo floresta a dentro, é quando então, Nido calmamente fala. - Esse é o seu propósito Lusi. Sempre se sentiu diferente, mas é por que na verdade você é especial. Você será nossa heroína! E ninguém mais vai olhar você como se fosse diferente, mas sim, com gratidão. - Era aprimeira vez que ele à chamava de Lusi.
Nido pouco sabia sobre a arte da luta, mas um corajoso eniripsa do vilarejo, cheio de esperanças na pequena salvação, havia saído da floresta logo depois do incêndio em busca de um guerreiro de coração puro, que pudesse ajudar no treinamento da pequena Lusion. E naquele dia havia regressado. Os primeiros raios de luz, tinham uma cor lilás e pareciam abraçar suavemente dois homens que saiam do meio da floresta. Um jovem eniripsa moreno, cabelos escuros, usava uma calça verde e uma faixa amarrada na cintura também verde com detalhes dourados, talvez para combinar com seus olhos que Lusion algum tempo depois, revelou achar muito amigáveis; e junto com ele um pandawa trajando uma calça marrom e uma túnica vermelha, tinha uma longa barba e estava com uma cara muito ruim por sinal, mas era apenas a ressaca.
Nido se aproxima dos dois e toca o ombro do eniripsa. – Lusion este é Kaleo, ele era do grupo que buscava recursos, e se ofereceu para buscar alguém que pudesse treina-la, ele é muito corajoso e um exímio escapista. E este – tocando o ombro do pandawa – deve ser seu novo professor. Estou certo?
O pandawa caminha em direção a Lusion e com o queixo levemente levantado – Então você é a guerreira? RÁ! Piada! – se encurva um pouco com as mãos no joelho como se quisesse debochar da altura de Lusion – Já esmaguei aracnes maiores do que você mocinha. – se pões de pé novamente - Mas nunca corri de um desafio e tornar você uma guerreira é o meu mais novo desafio. Na verdade, nosso. Dentro de mais ou menos um ano meu companheiro de jornada chegará pra me ajudar. Juntos somos quase invencíveis, e se for uma boa aprendiz também será. Meu nome é Iem Iap, mas para você me chamo Mestre Iem.

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